Maquininha no celular: 10 opções para o Brasil comparadas em 2026

O aparelho que você já tem no bolso consegue aceitar cartão por aproximação, sem comprar maquininha e sem bobina. A tecnologia por trás disso se chama SoftPOS. Levantamos 105 empresas em 14 regiões do mundo, 10 delas com oferta no Brasil, e anotamos a fonte de cada taxa que publicamos.

Redação: SoftPOS24 Payment ResearchAtualizado em: 15.08.2026Base de dados: 121 empresas, 14 critérios
Resposta rápida

Maquininha no celular é um aplicativo que usa o NFC do próprio smartphone para ler cartão por aproximação, Apple Pay e Google Pay — sem aparelho extra. No Brasil, o nosso banco tem 10 empresas com essa oferta. A menor taxa divulgada é 0,57% (Ton), seguida de 0,75% (InfinitePay) e 0,80% (SumUp Brasil). Taxa, porém, não é preço final: prazo de recebimento, antecipação e a taxa do crédito parcelado costumam pesar mais no fim do mês do que meio ponto no débito.

105
empresas no banco de dados
10
com oferta no Brasil
45
preços conferidos na fonte
14
regiões do mundo cobertas
5
idiomas
A SoftPOS24 se sustenta com anúncios identificados como anúncio e com taxas mensais de listagem pagas pelas próprias empresas comparadas. A ordem do ranking não está à venda — ela sai exclusivamente da fórmula de pontos publicada na página de metodologia, e quem não tem nenhum contrato conosco é tratado exatamente igual.

As primeiras colocadas no ranking geral

Pontuação por transparência de preço (30%), cobertura de mercados (25%), plataformas (15%), certificação de segurança (15%) e aceitação de cartões (15%). Ver a fórmula →

14

SumUp Brasil

SoftPOS + maquininha · iOS + Android · 5 mercados · América Latina (mais UE e EUA)

3,5de 5
Nota 2,2bom71 de 100 pontos
Taxa por transação
a partir de 0,80%
Mensalidade
sem mensalidade
Certificação
n/d
Qualidade do dado
fonte secundária
  • sem mensalidade
  • Apple Pay e Google Pay
  • sem certificação MPoC declarada
42

Shopify

SoftPOS + maquininha · iOS + Android · 8 mercados · América do Norte (global)

2,6de 5
Nota 2,9regular53 de 100 pontos
Taxa por transação
sob consulta
Mensalidade
39 USD/mês
Certificação
n/d
Qualidade do dado
fonte verificada
  • Apple Pay e Google Pay
  • taxas não divulgadas
  • sem certificação MPoC declarada

Comparar as 10 opções disponíveis no Brasil →

Para quem a maquininha no celular vale a pena — e para quem não vale

Tipo de negócioVale a pena?O que pesa na decisão
Feira, food truck, ambulante, entrega própriaMuitoNada para comprar e nada para carregar além do celular. Verifique o que o aplicativo faz quando a internet cai no meio da venda.
Salão, barbearia, estética, autônomoMuitoCom poucas vendas por dia, mensalidade e fidelidade pesam muito mais no ano do que meio ponto percentual na taxa.
MEI e microempreendedor começando agoraMuitoComece por mensalidade zero e sem fidelidade. Deixe o crédito parcelado para quando o volume justificar o custo dele.
Restaurante com atendimento na mesaBoaVeja se o aplicativo tem gorjeta, divisão de conta e Pix na mesma tela — e lembre que um celular só não atende o salão inteiro.
Comércio com fila e ticket baixoDependeUma maquininha própria com tela dedicada costuma ser mais rápida no balcão; o custo por venda é só metade da conta.
Posto, totem, autoatendimento sem operadorNãoOperação sem ninguém acompanhando não é coberta pelo padrão de segurança PCI MPoC.

O que diferencia esta comparação

Boa parte das páginas que ranqueiam para maquininha com menor taxa pertence a quem vende maquininha — e o dono do site sempre aparece em primeiro lugar. Fazemos três coisas de outro jeito:

  1. Toda taxa tem uma fonte. No perfil de cada empresa está de qual endereço o número saiu e se conferimos direto no site dela ou apenas em uma fonte secundária.
  2. Avaliamos só o que conseguimos comprovar. A pontuação mede transparência de preço, alcance, plataforma, certificação e aceitação de cartões — não existe nota de "experiência" inventada por nós.
  3. Quem não publica preço é rebaixado, não escondido. "Sob consulta" é uma informação sobre a empresa e entra na conta: das 10 listadas no Brasil, 5 não divulgam publicamente quanto cobram.

As perguntas mais frequentes sobre maquininha no celular

O celular pode substituir a maquininha de cartão?

Na maioria dos casos, sim. O aplicativo usa o NFC do próprio aparelho, então o cliente encosta o cartão por aproximação, o relógio ou o celular dele nas costas do seu. O que você perde é a leitura de cartão com chip e tarja, o comprovante impresso e uma tela dedicada no balcão — por isso muita loja mantém as duas coisas.

Qual é a maquininha com menor taxa?

Pelo número divulgado publicamente, a Ton aparece com 0,57%, seguida de InfinitePay com 0,75%, SumUp Brasil com 0,80% e PagBank com 0,88%. Atenção: esse é o menor percentual anunciado por cada empresa, quase sempre o do débito. Crédito à vista e parcelado custam mais. A conta completa está no nosso comparativo de taxas.

Preciso comprar algum aparelho além do celular?

Não, e é justamente essa a diferença para a maquininha tradicional. Você precisa de um celular com NFC e de uma versão de sistema compatível — no iPhone, o recurso se chama Tap to Pay on iPhone e nem toda empresa o oferece no Brasil. Confira o modelo mínimo exigido antes de contratar.

Com o Pix, ainda faz sentido aceitar cartão?

Faz. O Pix cai na hora e sai muito mais barato, e é justamente por isso que ele pressiona as taxas de cartão para baixo. Mas o cliente que quer parcelar, o que só tem o cartão corporativo e o turista com Visa ou Mastercard de fora continuam existindo. Recusar cartão é recusar venda — e no Brasil ninguém é obrigado a aceitar nem uma coisa nem outra.

É seguro passar cartão no celular?

A segurança é regulada pelo padrão PCI MPoC, que substituiu o CPoC e o SPoC. Os dados do cartão nunca ficam em texto aberto no aparelho e a senha é digitada em um ambiente reforçado. O ponto fraco é a transparência: entre as 10 empresas do Brasil no nosso banco, apenas 1 declara publicamente essa certificação.

Em quanto tempo o dinheiro cai na conta?

No mercado brasileiro, o padrão é D+1 para débito e cerca de 30 dias para crédito à vista, com o parcelado caindo parcela por parcela. Receber antes disso custa a taxa de antecipação. Não registramos o prazo de cada empresa de forma comparável — confirme esse número no contrato antes de assinar, porque ele muda o seu caixa mais do que a taxa.